Boa noite caros amigos.
Venho hoje lhes contar o inicio de uma saga recoberta de sangue e odio, tudo começou no ano de 1096 quando junto a ordem templaria, eu havia derramado o sangue daqueles que a séculos me fizeram motivo de escarnio, desde então eu venho caminhando por todos os cantos desta terra me aprimorando, aprendendo todas as formas de se matar que existiam, desde as lendarias katanas japonesas até os dardos envenenados dos indios sulamericanos. Este ebrio autor que vos relata, estava um pouco cansado de viajar e ja que havia acabado de degolar Dom Carlos de Valencia, um relés abusador de inocentes crianças que se dizia o melhor espadachim da Espanha (isso ja em 1822).
Ainda com seu sangue em minhas vestes sentei-me na mesa de um simplorio restaurante pra tomar um calice de vinho, foi quando a vi pela primeira vez, um doce ser com ares angelicais que passeava gloriosa em sua carruagem, perdi por minuto o folego em tamanha beleza, observando seus olhos quase negros emoldurados em um delicado rosto levemente arredondado de tom branco e bochechas rosadas, me perdi mais ainda em notar seu sorriso misterioso e inocente ao mesmo tempo, fui trazido de volta a terra pela indiscreta taberneira que me servia grossamente, não resistindo a curiosidade que me corroia, perguntei a ela
-quem és aquela donzela?
com um expressivo tom de alerta ela me respondeu
-esta é Isabel, a protegida do juiz Afonso V, mas nem tentes se aproximar dela, o ultimo infeliz que o fez acabou na forca por ordem do juiz.
Estava ali tudo que eu precisava saber, afinal de contas nunca fui de seguir regras menos ainda temer alguem.
Mas em seguida me veio uma certa confusão aos pensamentos, oque eu estaria sentindo naquele momento? porque aquela moça me intrigava dessa maneira ja que eu era incapaz de sentir amor? porem logo tratei de esquecer daquilo, pois eu havia ganho um novo desafio, ja que a vida de mestiço havia ficado monotona, havia de criar uma nova emoção naquele momento.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
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